A Cocinela é uma empresa produtora e difusora de cultura, com foco no cinema. A gente quer e trabalha para que a cultura faça parte da vida das pessoas de forma natural e sempre com qualidade. Para isso, toda a nossa atenção e dedicação estão voltadas para a curadoria dos projetos e para o meio-campo entre o produto e o seu público.
O projeto mais novo da Cocinela, junto com a GM/2 Filmes, já tem um promo e está no ar. Deem uma olhadinha em “Centauro”!
Direção e roteiro: Diego Müller
Argumento: Paulo Leônidas
Participação especial: Caé Braga (protagonista)
O feriado terminou cheio de novidades. Primeiro, olha só o teaser de “Noite Um”, curta dirigido por Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques.
Lindo, né?
E pra encerrar com chave de ouro, está pronto o cartaz do “Elefante na Sala”, curta do Guilherme Petry. Que tal, hein?
Agora, tanto o “Elefante na Sala” como o “Noite Um” estão com páginas no facebook. Pra receber atualizações e informações sobre eles, vai lá curtir:
http://www.facebook.com/elefantenasala
http://www.facebook.com/noiteum
Talvez a parte mais carente do processo de fazer cinema nessa várzea chamada Brasil, a etapa do desenvolvimento de projeto tem aqui no Sul um aliado. É ele, o Prêmio Santander Cultural/ Prefeitura de Porto Alegre/ APTC-RS.
Apesar das inconstâncias dos últimos anos (houve uma edição em 2006, depois em 2009, e agora em 2011), esse prêmio sempre mereceu destaque por auxiliar uma etapa que muitos, na ânsia de tirar seus projetos do papel, atropelam: a de COLOCAR o projeto no papel. Escrever um bom roteiro, fazer um bom orçamento, parar para pensar estrategicamente no projeto, enfim, desenvolvê-lo.
Fazer um bom projeto não significa fazer um bom filme, mas ajuda a chegar lá, pois muita qualidade fica no caminho quando este é sinuoso, irregular e imprevisível. E dedicar tempo a um desenvolvimento de projeto é penoso, pois muitas vezes o cineasta não tem a verba necessária pra pensar e comer ao mesmo tempo (que exagero! Mas ok… a idéia está ilustrada.) E é aí que entra o Prêmio.
Enfim, no link abaixo vai o convite para o evento de lançamento do prêmio. Eu acho que vale a pena.
A Secretaria do Audiovisual (SAV/MinC), e o próprio MinC tem realizado, volta e meia, ações que me surpreendem. Surpreendem por virem de um órgão governamental – expressão que geralmente me dá arrepios de burocracia e estagnação na espinha. Um exemplo dessas ações é a recente publicação de editais de fomento para que a comunidade em geral possa ler e opinar a respeito.
As sugestões podem ser enviadas até o dia 28 de setembro, e os editais – os famosos para curta-metragem, longa de baixo orçamento e roteiro – estão disponíveis aqui.
Essa ação reflete não só uma tendência mundial que todos nós conhecemos bem, que direciona para a coletividade e o colaborativo, mas uma – bem vista – conscientização da Secretaria de que é muito mais interessante e produtivo ouvir as pessoas que eles representam, ao invés de imaginar o que talvez elas possam querer dizer. E efetivamente fazer algo a respeito.
Agora nos resta esperar que a sociedade saiba participar, e que a Secretaria saiba realmente ouvir e traduzir em melhorias para o setor. Nós aqui achamos a tentativa digna de nota.
Vimos a notícia e nos inspiramos aqui: Cultura e Mercado | para quem vive de cultura. » SAv convoca organizações para avaliar editais.
Gifs animados feitos por Mr. Whaite, um artista plástico fissurado por Neon.
Genial!
via muitolegal: Filmes em Placas de Neon.
Como estou estudando para a minha monografia, que certamente vai ser adaptada pra português de gente (e não essa linguagem acadêmica estranha) e postada aos poucos aqui, às vezes me deparo com algumas coisas interessantes, e penso.
Penso, logo, posto.
Lendo o livro do Garcia Canclini, “Diferentes, Desiguais e Desconectados” (2004, Editora UFRJ), achei um capítulo bem interessante sobre cinema latino-americano (o último capítulo), onde ele faz um estudo de caso usando a indústria cinematográfica, tentando provar as teorias que ele defende. Basicamente, se eu entedi bem, ele diz que a globalização tende não a mesclar culturas e unificar, mas a dividir e desglobalizar, pois as minorias culturais sofrem a pressão da “elite dominante”. Até aí, tudo bem, a gente estuda isso no colégio.
O interessante é que ele evidencia a diferença entre “minoria demográfica” e “minoria cultural”, trazendo, entre varios, o exemplo da comunidade de falantes de espanhol residente nos Estados Unidos, que soma 12% da população, e é militante de sua cultura (gerando muita renda para filmes hispanicos), mas é menosprezada em termos mercadológicos.
Também comenta que a sobrevivência das culturas diferentes da do mainstream, que é mantida a duras penas, poderia ser mais explorada e gerar receita, se conseguisse vencer as barrerias comerciais impostas.
A sugestão que ele dá sobre “o que fazer quando a globalização desglobaliza” é unir-se. Segundo ele, “a diferença sem uma conexão não é uma vantagem”. Essas minorias culturais conseguem furar o bloqueio mainstream quando juntam poder de fogo suficiente para se impor no mercado. No caso do cinema, quando conseguem uma produção constante, numerosa e de qualidade, que consiga bater de frente com a produção estadunidense, ou ao menos parte dela.
Uma dessas “junções” frutíferas é o Programa Ibermedia. Lançado em 1997, o Programa apóia financeiramente co-produções entre os países Ibero-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Espanha, Guatemala, México, Panamá, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Centenas de filmes carregam o logo do programa em seus créditos, diversos brasileiros.
O apoio se dá sob a forma de empréstimo ou fundo perdido para as áreas de Desenvolvimento de Projeto, Produção, Formação, Distribuição, Exibição e Delivery (distribuição e promoção). Os valores são oferecidos em dólar, e as exigências e documentos variam de área para área, mas devem ser filmes falados nas línguas dos países membros, e deve haver co-produção entre dois países, podendo ser entre mais.
Além disso, tem o Ibermedia TV, que é uma colaboração entre os países membros para a exibição dos filmes selecionados nas suas TVs públicas.
Os auxílios do programa variam de U$ 15,000.00 a U$ 200,000.00. Gostou? As inscrições para a segunda chamada desse ano estão abertas até 30 de maio. Vai no site pra achar detalhes.
Entre 23 e 25 de agosto aconteceu em São Paulo, na Cinemateca Brasileira, dentro da programação do 21º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, o Seminário Curta e Mercado – Seminário de Comercialização de Conteúdos Audiovisuais de Curta Duração, promovido pela ABD Nacional e pelo Kinoforum. Dados os nomes aos bois, vamos ao que interessa.
Durante esse seminário foram discutidas diversas formas de comercialização para o curta, e uma coisa ficou bem clara, pelo menos pra mim: curta-metragem é produto e é de nicho.
Nas antigas, o curta era considerado uma escola, uma espécie de preparação para o longa-metragem, grande desejo de todo diretor que se preze. Ainda é, quando se fala em curtas universitários, mas não mais quando se volta os olhos para o mercado. Com as TVs digitais, as mídias sociais e a tecnologia móvel se expandindo e tornando-se acessíveis, as oportunidades para os filmes de curta-metragem vão se ampliando. Mas será que aqueles curtinhas que você tem na manga podem aproveitar essas mídias todas e render um dinheirinho?
Ao mesmo tempo em que crescem, essas oportunidades de mídia se segmentam, direcionam-se para públicos diferentes, e exigem cuidados específicos. Aquele seu curta pode, sim, se aproveitar disso, mas dificilmente vai poder abraçar todo o amplo espectro. Por exemplo: se seu curta tem 15 minutos, jamais poderá aproveitar o mercado de telefonia móvel. Se tem menos de 5 minutos, provavelmente não poderá ir pra TV. Se tem cenas de sexo, obviamente, o horário de exibição muda. E assim segue uma série de fatores que são decisivas na hora de vender, mas também de criar o seu trabalho.
Nilton Canito, à frente da Secretaria do Audiovisual/MinC, durante o seminário, afirmou ser imprescindível pensar em modelos de negócio para o curta, e não simplesmente sair fazendo. A arte é importantíssima, porém o roteiro e a direção podem, sim, se adaptar à públicos e formatos midiáticos diferentes. A sugestão de Canito foi a agregação de curtas com algo em comum para a venda como um longa. Boa idéia, também. Mas a briga por um bom mercado para o conteúdo curto depende da ampliação do raciocínio de mercado.
Seu curta é um produto. Deve ser pensado desde os primeiros rascunhos de roteiro como um produto, que tem um público-alvo, um mercado potencial (que cria regras como tempo de duração, e até limites de produção) e um limite de retorno financeiro. Mas não vale mais a pena gastar tempo e dinheiro fazendo algo que vai ficar guardado na gaveta ou exibido para meia dúzia de amigos. E também não vale mais a pena não ganhar dinheiro com o nosso trabalho. Oportunidades não faltam, basta saber se posicionar e criar de maneira integrada a esse mercado, que tanto nos desafia.
Trabalhar com cinema no Rio Grande do Sul é um belo de um desafio. Trabalhar com curta-metragem, então, nem se fala. O estado está evoluindo, claro, mas tendo que pular muitos obstáculos. Nós entendemos que não há como crescer sozinhos e, muito menos, sem informação. Como diria o maior parafraseado da história: “crescei e multiplicai-vos”, e pra isso tem que ter interação, não é mesmo?
Esse blog tem um objetivo bem específico: fornecer informações sobre o mercado do cinema de curta-metragem, tanto para nos colocar sempre a frente, como para auxiliar quem estiver disposto a se manter atualizado. E é claro que o espaço é aberto a comentários, para nada escapar dos nossos olhos sagazes
;)
Vambora.
Curta-metragem, 11min, HD. Em finalização.
Direção: Guilherme Petry
Com Samuel Reginatto
SINOPSE: Esta é uma história mais ou menos assim. Um homem abre a porta de sua casa. Alguns convidados já o esperam do lado de fora. Um simples gesto, os convidados entram. É nesse momento que eles se deparam com um grande animal. O homem, então, pede que todos se acomodem, mas nada diz além disso. E os convidados fingem não ver o Elefante na Sala.
Saiba mais: elefantenasala.com
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Curta-metragem, 7min, HD. Em finalização.
Direção: Taísa Ennes Marques e Rafael Duart e
Com Daniela Aquino e Henrique Larré
SINOPSE: Ao acordar em um porão escuro, uma mulher e um rapaz se veem aprisionados. Enquanto tentam encontrar uma saída do seu cativeiro, um estranho processo vai tomando conta da mulher. Cada vez mais a vida do rapaz está em risco, na medida em que ela pondera entre a própria morte e o abandono dos valores de uma vida que está deixando de existir.
Saiba mais: noiteum.com
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Curta-metragem, documentário. Em fase de pesquisa.
Direção: Josie Demeneghi e Cacá Joanello
Em breve mais informações.
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CENTAURO
Longa-metragem, documentário. Em fase de desenvolvimento de projeto.
Direção e roteiro: Diego Müller
Argumento: Paulo Leônidas
Participação especial: Caé Braga (protagonista)
Co-produção: GM/2 Filmes
Assista ao promo: